Todos os poemas e livros aqui postados são de autoria de Ineifran Varão

TODOS OS POEMAS E LIVROS AQUI POSTADOS SÃO DE AUTORIA DE INEIFRAN VARÃO

Este blog é exclusivamente para postagem do moderníssimo varano, estilo de poema criado por Ineifran Varão, cujas regras e orientações estão disponíveis para todos os poetas que desejarem praticá-lo.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

GRITA, BRASIL!


Grita, Brasil!
Mil vezes mil!
Grita bem forte,
De sul a norte
...  Com o coração!

Reivindica
Ao que claudica!
Limpa a assembleia,
Traz nova ideia
... Para eleição!

Impunidade?
Pura maldade!
Chega de roubo!
Eu não sou bobo
... Nem sou ladrão!

Aos maus políticos
Os ‘paralíticos’
Que caiam fora!
Chegou a hora
... Da rendição!

Com boa saúde,
Trabalhe e estude,
Todo e qualquer,
Homem ou mulher
... Pela Nação!

Bons hospitais,
Profissionais,
Melhor ensino,
Mais cristalino
... Sem corrupção!

Menor imposto,
Menos desgosto,
Pois quem trabalha
Não é canalha
... É cidadão!

O aposentado,
Já tão cansado,
Não tem escolha...
Morre na bolha
... Da usurpação!
  
Grita, meu povo!
És sangue novo,
És brasileiro!
Tu és guerreiro
... Tu és deste chão!

Grita bem alto
No campo, asfalto...
Onde puderes!
Brasil que queres
... É teu pulmão!


segunda-feira, 17 de junho de 2013

VIDAS PARTIDAS


Há neste mundo
Plano segundo
Que, independente,
Faz-se presente
... Em nossas vidas!

Há labirintos
De nós distintos
E há armadilhas
Postas nas trilhas
... Mais escondidas!

Muitos tentáculos
Que são obstáculos
Que em vida sugam
Cedo madrugam
... Nas investidas...

Há enganos claros
Que achamos raros
Que às vezes choram
Outros exploram
... Dores sentidas...

Se alguém soubesse
Quando anoitece...
As ilusões
Dos corações
... Seriam vencidas!

Quaisquer verdades
Sem falsidades
Seriam cama
Para quem ama
... Sem divididas!

Quando há o apelo
Não há desvelo!
Morre a esperança
Ainda criança
... Vidas partidas!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

SUBIDAS E DESCIDAS


Não há subida,
Cuja descida
Não peça um freio!
Fica o receio
... De não parar!

Assim, ao monte,
Lá do horizonte,
Pedimos sorte,
Para que a morte
... Não possa entrar!

Idas e vindas,
Longas... Infindas...
Lá vamos nós,
Juntos ou sós
... A versejar!

Tantos os rumos...
Poucos os prumos...
Que a natureza,
Em sua beleza,
... Possa imperar!
  
Que nesse encanto,
Não haja pranto,
Mas, a magia
Que a poesia
... Faz-nos sonhar!

sábado, 1 de junho de 2013

DICOTOMIA


Pedras e areia
Parte da teia
Que a natureza
Em sua beleza
... Pôs junto ao mar...

São combináveis,
São admiráveis!
Dicotomia
Que, em harmonia,
... Deixa-se olhar!

Beijam-lhe espumas,
Cobrem-lhe as brumas
E ao largo as folhas
Gotejam bolhas
... Ao serenar...

.........................
A nós humanos
Sobram enganos,
Mostram-se faces
Com mil disfarces
... Fico a pensar...
  
Aqui sentado,
Penso o passado,
Vejo o presente
Mas sigo em frente
... Meu caminhar!

Se areia e pedra
O mundo medra,
Que então a paz
Seja capaz
... De aqui medrar!

Hoje, a estesia
Traz-me a eutimia...
E igual um esteta,
Faço-me um poeta
... E vou cantar!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

FLOR MORTA


Seu nome... Flor!
Cheirava a amor!
Muito viveu
Do jeito seu
... ‘Ao Deus dará’!

Graça e beleza
Era a certeza
Que ela inspirava,
Quando passava
... Nas ruas de lá!

Flores se abriam
Anjos sorriam...
Uns suspiravam
Outros cantavam
... Seus ‘tra-la-la’!

Quis o destino
Vê-la sem tino
E ela se foi...
Sem dizer oi
... Não voltou cá...

Numa vertigem
Morrera a virgem...
Deixando olores
Nas belas flores
... Do manacá!


domingo, 26 de maio de 2013

IDA


Pois... Chega o frio...
Perdido o brio,
A luz se apaga...
Na grande vaga
... Morre a ilusão!

Árduo, o suspiro
Retoma o giro,
Faz um esforço...
Não há reforço
... Acena a mão!

Vai-se perdendo,
Depois, cedendo
Até sumir,
Sem mais porvir
... Na multidão!

terça-feira, 21 de maio de 2013

INSANIDADE


Cores do dia,
Luz que irradia
Raios de sol...
Belo arrebol
... Noite estrelada!

Ar que dá vida
Água – a bebida...
Mares que ecoam...
Aves que voam
... Em revoada!

............................. 
Poucos percebem
Quanto recebem
Da natureza...
Quanta beleza
... Pouco notada!

Vinga o egoísmo,
Enche-se o abismo!
Brilha o metal,
Mola fatal
... Que arma a cilada!

Tantos milênios
Com tantos gênios...
Pouco foi feito!
Parco é o direito
... Lei inacabada!

Cresce a descrença,
Cresce a doença...
Perdem valor
A vida, o amor
... O amado e a amada!

Grito socorro!
Não sei se corro...
Egoísta, o humano
Tornou-se insano
... Na caminhada!