Todos os poemas e livros aqui postados são de autoria de Ineifran Varão

TODOS OS POEMAS E LIVROS AQUI POSTADOS SÃO DE AUTORIA DE INEIFRAN VARÃO

Este blog é exclusivamente para postagem do moderníssimo varano, estilo de poema criado por Ineifran Varão, cujas regras e orientações estão disponíveis para todos os poetas que desejarem praticá-lo.

sábado, 14 de julho de 2018

CHUVA















Chove lá fora
Mais de uma hora
Molhando as folhas
Fazendo bolhas
...Banhando o chão

A natureza
Vai com certeza
Ficar mais bela
Pois tudo nela
...É gratidão

− Que chova o bem
Sem ver a quem
− Que encha o mundo
De amor profundo
...Sem ambição

.........................
Que chova mais
E os nossos ais
Desçam nas águas
− Não fiquem mágoas
...Fique o perdão!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

TARDE CHUVOSA



















Tarde cinzenta
U’a chuva lenta
A fazer bolhas
Em meio a folhas
...Cor amarela!

Olho pra rua
E lá flutua
Na opacidade
Minha saudade
...Saudade dela!

Tarde chuvosa
Calma e saudosa...
Toda a lembrança
Chega e me alcança
...Fiel sequela!

...........................
Chuva marota
Cai gota a gota
Dos olhos meus...
E sem os seus
...Fecho a janela!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

ÉBANO-DEUSA




















Eu procurei
e não achei
em bibliotecas,                          
pinacotecas
...em qualquer canto,

em museus de arte,
por toda parte,
algum retrato,
mesmo um relato!
...Causou-me espanto!

Não há pintura
ou escultura!
Não há desenho,
em pedra ou lenho
...profano ou santo!

Em nada eu vi
do que há em ti
− mais pura essência −
por excelência
...de puro encanto! 

Tu tens um quê
que não se vê
em ninguém mais!
Outra?... Jamais...
...só desencanto!

Ébano-deusa
ou semideusa!
Negra mais linda,
beleza infinda
...de um mundo santo!

Não há palavra
na minha lavra
que te defina,
mulher-menina,
...doce acalanto! 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A DIVA














N’alma senti
quando eu a vi
naquele dia...
uma euforia
...nunca vivida!

Cada degrau
somava um grau
na expectativa
de ver a diva
...lá na avenida!

Dei-lhe meu manto
foi-se o quebranto
e fomos juntos
tantos assuntos
...vinho  ̶  a bebida!

Chope ou cerveja...
taça em bandeja
era o adorno
de um banho morno
...de uma saída!
  
em voos distantes
dois viajantes
no azul do céu
vidas ao léu
...queixa vencida!

Irradiante
era o semblante
de indagação
naquele então
...em meio à lida!

.......................
Veio a procela
quebrou janela
rasgou o pano
e ao desengano
...deu-lhe guarida!

Novo rebento
foi dor e alento
tempos depois
(a não mais dois)
...canção contida!

Ficou de fato
posta em retrato
toda a beleza
da realeza
...tão bem nascida!

Que Deus derrame
(e mais nos ame)
as bênçãos Suas
aos três... às duas...
...com muita vida!


segunda-feira, 20 de junho de 2016

ESCRITO À MÃO



Por onde vais
Se no meu cais
Tu estais a salvo
E tu és meu alvo
...Na multidão?

Dei-te o meu colo
Sem protocolo...
Dei-te carinho
Urdi um ninho
...Alto do chão...

Dei fogo e lenha
Minha resenha...
No reconforto
Fiz-me teu porto
...Dei-te água e pão!

Ó que heresia!
Tu és a Poesia...
E eu te escrevi
Como te vi
...Num escrito a mão!
  
Sem pergaminho
Amei-te ao vinho
Num folhetim
Que era, pra mim,
...Papel de pão!

Agora tu andas
Por outras bandas
Quem sabe... em flerte!
Vou escrever-te
...N’areia do chão!

Virá a chuva
Como uma luva
Para apagar
O que sobrar
...Dessa paixão!


A MOSCA MAL-EDUCADA














Num vôo a mosca
Sai meio tosca,
Destrambelhada
̶  mal-educada
...Gosto de fel!

Sua aspereza
Dá-lhe a certeza
Bem distorcida
De que na vida
...Tudo é aranzel!

Se quer ser quérula,
Faz-se libélula,
Faz-se tão doce,
Como se fosse
...Feita de mel!

Sabedoria
Faltou-lhe um dia...
Perde a razão...
Educação?
...Corta em bisel!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

KÛARA (SOL em Tupi)


Desponta o Sol,
e o arrebol
colore o céu,
de um róseo véu
...na manhã fria!                      

Força e beleza,
que a natureza
nos presenteia;
Sol que encandeia!
...Sol que alumia!

Mais fria que morna,
a Terra acorda
agradecida...
será aquecida
...como em magia!

Milhões de seres,
em seus poderes,
são dependentes
dos raios quentes
...que o sol envia.
  
Oh estrela bela,
que da janela
me chega aqui,
Kûara (em Tupi)
...Sol que irradia!

Tua luz, em síntese,
na fotossíntese,
colore a folha,
à sua escolha
...verde e macia...

Dá à rosa a cor,
perfuma a flor,
aquece o caule
efeito joule?
...Bem poderia.

Dá vida à palma,
como à noss’alma...
− Sou grato a Deus,
nos raios teus
...Por mais um dia!

domingo, 29 de novembro de 2015

PINTURA (um poema varano)



Pintei-te nua
À luz da lua...
Tu estavas linda,
Lembro-me ainda
...Tua pele clara!

O vento leve
Trazia um breve
Fino frescor
E tu, qual flor
...Nem bem notara!

A vela em chama
Ornava a trama;
E tu luzias
E nem sabias
...Que eras tão cara!

Assim pintei-te,
Puro deleite,
Que, em preto e branco,
Foi porto-franco
...Da minha igara!

Mas... Foi-se o tempo...
E o passatempo,
Sem piedade,
Virou saudade
...Dor que não sara!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

BE FRIEND, MY DEAR!


We’re not alone
They’re flesh and bone
Live on the Moon!
As fast as soon
…They can be here!

Don’t be afraid
Give them an aid
If they ask you!
Miles they flew
…And that is clear!

I hope they come
One, many, or some
To exchange their knowledge
As if in college
…Not to make fear!

Millions of years
On guts and fears
We’ve lived on Earth…
Here is our birth
…Be friend, my dear!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

INGRATIDÃO


“A ingratidão
Tira a afeição”
Diz o ditado
Tão bem bolado
...Em nossa língua!

O ser humano
Comete engano...
Cospe no prato
Em um torpe ato
...E morre à míngua!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

BARBA DE MOLHO


Para outras cenas
Vão-se as falenas
Com seus gracejos
Jogando beijos
...De simpatia

De alguma esquina
Ave rapina
Solta seu grito
Faz-se bonito
...Causa empatia

Não causa susto
Diante do busto
E irresoluto
Mostra-se arguto
...Chegou seu dia

.......................
Patinho rouco
Não viu o troco
Não viu rebarba
De molho a barba
...Que é serventia!

terça-feira, 8 de julho de 2014

REZAS DO MEU PAÍS


No sobe-e-desce
Ouve-se a prece
O povo clama
Na fé que o chama
...Na procissão!

No escapulário
Um relicário
É um testemunho...
De vela em punho
...Na multidão!

A cada reza
Alguém reveza
E o povo unido
Diz repetido
...O seu refrão!

Velhos, crianças
Levam esperanças
E vão a pé
Com sua fé
...E devoção!

Os marianos
Os franciscanos
Algumas freiras
E as obreiras
...Em oração!

Findo o cortejo
À santa um beijo!
Tocam-lhe os dedos
Afastam medos
...Em contrição!

Lá da Matriz
O padre diz
Feliz, meu povo
Volte de novo
...E dá a bênção!

Voltam pra casa
(Anjos sem asa)
Missão cumprida!
Graça atendida
...Muita emoção!
 .......................
E a vida segue
Passos de jegue
Frescor de brisa
Nada inferniza
...Meu Maranhão!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

NÃO !


Chorava prantos
Sem acalantos
O homem venal
Oriental
...Ó corrupção!

Se brasileiro,
Sai sorrateiro
Diz: ‘Não fui eu!’
Ou... ‘Não é meu!
...Sou um cidadão!’

Vai pra cadeia
E, volta e meia,
É ovacionado
Como um legado
...Da oposição!
 ...........................
Minha esperança
É a governança
Tomar vergonha!
Que o ‘NÃO’ se oponha
...À reeleição!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

ÁGUA BOA


Ó água boa
Não é à toa
Que nos dás vida!
És a bebida
...Imprescindível!

Tu és alento
Para o sedento!
Da natureza
És a beleza
...Indivisível!

És o frescor
Ante o calor...
És o remédio
Em qualquer tédio
...És infalível!

Bendita sejas
Se tu gotejas
Nosso caminho...
És um pouquinho
...De um Deus incrível!

domingo, 11 de maio de 2014

MÃE

Mãe, nós te amamos
E desejamos
Não só um dia
De alegria,
...Mas toda a vida!

Rainha da Terra,
Que amor encerra,
Trazes o amor
Que abranda a dor
...Que for sentida!

Tu és o ninho
De mais carinho
Que Deus nos deu!
Sou um filho teu
...Minha querida!

Mãe que protege
Mãe que nos rege
Tu és flor e luz
No riso ou cruz
...Nossa guarida!

Ó mãe gloriosa,
Sempre bondosa,
Deus te conserve
Em nossa verve
...Sem despedida!

domingo, 27 de abril de 2014

OS FALSOS LOUROS DA LITERATURA


Próxima vez
Serei talvez
Um diplomata...
Serei da nata
...Com projeção!

Eu serei lido,
Serei ouvido,
Visto em jornais...
E nos anais
...Terei inscrição!

Mesmo que fale
Do que não vale,
De coisas fúteis,
Coisas inúteis
...Terei menção!

A enciclopédia
Da classe média
Lerá meu nome,
Com sobrenome
...(que hoje, é Varão)!

Direi bobagens,
Zero em mensagens...
E os da ‘política’,
Sem visão crítica
...Aplaudirão!

Enquanto isso,
O bom é omisso!
Nunca aparece,
Seca e fenece
...Na escuridão!

É assim na mídia,
Onde a perfídia
Segue interesses,
Ilude as messes
...Com seu jargão!

Eleva ao trono
Um ‘cão sem dono’,
E o faz glorioso
‘Ele é famoso’
...(é um fanfarrão)!

A Academia
O credencia!
Ele é graúdo
(sem conteúdo)
...Mas... Figurão!

......................
E a criatura
Mata a cultura...
Do seu pináculo,
Mata o vernáculo
...DESILUSÃO!